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Coimbra, Portugal

Today’s post is dedicated to my Portuguese speaking viewers because the poem I want to share only makes sense to me in Portuguese.

Hoje, partilho convosco um poema de Eugénio de Castro sobre Coimbra e sobre os Palácios Confusos. Para quem não conhece, Eugénio de Castro nasceu, em Coimbra, em 1869, tendo sido poeta e professor universitário. A sua obra literária  dá especial enfâse ao aspecto estético, à música das palavras e à própria beleza das imagens.

Palácios Confusos

Na minha doce Coimbra, a sul virado,

Dominando o Mondego e os seus salgueiros,

Há um bairro de humildes pardieiros,

Que Palácios Confusos é chamado.

 

Tão belo nome no passado

Rica chusma de paços altaneiros

Com torres, grimpas, varandins ligeiros

E flâmulas a arder no céu lavado.

 

O tempo voador, que tudo come,

De tais riquezas só poupou o nome;

Tudo ali hoje é pobre, velho e estreito,

 

Sem um vislumbre do esplendor extinto!

Ó Palácios Confusos, também sinto

Uns Palácios Confusos no meu peito!

Eugénio de Castro

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